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Ramona Hönl

"Os custos das peças são decisivos"

E m muitas empresas, o preço da máquina ainda é considerado um critério principal de compra. Mas, muitas vezes isso é miopia. No final das contas, o custo das peças decide se o investimento vale a pena. Vários fatores desempenham um papel: a eficiência das etapas de produção a montante e a jusante, a quantidade de refugo que a máquina gera ou a capacidade da assistência de responder em caso de mau funcionamento. Tobias Reuther, Head of Product Management na TRUMPF, explica no que as empresas devem realmente prestar atenção ao comprar máquinas.

Sr. Reuther, muitos fabricantes de chapas metálicas de médio porte se deparam com a pergunta: Qual máquina realmente combina com a minha empresa? Qual é a sua abordagem a esta questão?
Reuther: Em primeiro lugar, recomendo ampliar o foco. Não se trata de comprar a máquina mais barata, mas sim de encontrar a solução mais económica para a sua própria produção. São decisivos os custos das peças a longo prazo, ou seja, tudo o que ocorre durante todo o ciclo de vida de uma máquina. Isso inclui consumo de material, gasto com energia, custo com operação, disponibilidade e assistência.

Isso parece uma visão muito mais abrangente do que a visão clássica do preço de compra.
Reuther: Exato. O preço de compra é visível e comparável, mas os custos de funcionamento muitas vezes não. Porém, em muitos casos eles constituem uma proporção significativamente maior. Se você deseja fabricar economicamente, precisa entender a eficiência com que uma máquina funciona na vida cotidiana e quão estável ela permanece ao longo dos anos.

Na sua experiência, quais fatores são frequentemente subestimados nos cálculos de rentabilidade?
Reuther: Frequentemente os custos de assistência são subestimados. Não é apenas o tempo de inatividade que é crucial, mas acima de tudo a velocidade da restauração: a peça de reposição chegará rapidamente ao local? O técnico estará disponível imediatamente? Os fatores adicionais também têm um forte impacto nos cálculos de custos, como os tempos de configuração, a facilidade de utilização, o custo de treinamento ou a qualidade dos processos. O consumo de energia e a utilização de materiais também desempenham um papel maior do que muitas empresas inicialmente assumem. Tudo isso entra diretamente nos custos das peças.

Para empresas com baixo orçamento para investimento, a TRUMPF lançou uma série de máquinas desenvolvidas especificamente para esse fim: os modelos 1000. Qual foi a ideia por trás dessas máquinas?
Reuther: No mundo das chapas, a TRUMPF é conhecida pelas soluções premium. Por isso, nossas máquinas muitas vezes não estão presentes nas empresas que são novas no processamento de chapas metálicas ou que desejam modernizar sua produção economicamente. Nossos modelos 1000 foram feitos sob medida para este segmento de clientes. Elas oferecem um nível de entrada mais baixo, mantendo alta segurança de processo e qualidade. Isso é particularmente atraente para as médias empresas porque lhes permite criar uma base estável para a sua produção com um investimento administrável.

Reuther_Stage

Tobias Reuther lidera o gerenciamento de produtos na TRUMPF máquinas-ferramentas.

TruLaser_1000

A TRUMPF é conhecida como fornecedor premium entre os fabricantes de chapas. A empresa oferece máquinas de corte a laser como a TruLaser 1000 já a partir de 300.000 euros. Já existem dobradeiras a partir de aproximadamente 100.000 euros.


O que essas máquinas realmente custam e como as empresa podem financiá-las?
Reuther: Na TRUMPF, as máquinas de corte a laser da série TruLaser 1000 estão disponíveis por menos de 300.000 euros. As dobradeiras da série TruBend 1000 já partem de 100.000 euros. Para muitas empresas, isso ainda é um grande investimento. É por isso que a TRUMPF é o único fabricante de máquinas no mundo que opera seu próprio banco. Aqui trabalham especialistas que podem avaliar idealmente as oportunidades e riscos do investimento, bem como o valor residual da máquina. Eles aconselham as empresas especificamente sobre investimentos e apresentam modelos de financiamento adequados, por exemplo através de leasing. Esta oferta está sendo muito bem recebida na Europa.

Qual a importância da assistência e da disponibilidade da máquina no seu ponto de vista?
Reuther: É de extrema importância. Um máquina parada não produz peças, mas gera custos mesmo assim. É por isso que não vemos a assistência, a disponibilidade de peças sobressalentes e a manutenção como um complemento, mas sim como parte integrante do conceito do produto e da proposta de valor. A viabilidade econômica só existe se a máquina estiver disponível de forma confiável durante todo o seu ciclo de vida.

Muitos empresários sentem a pressão dos custos. Apesar disso, onde não deve haver economia?
Reuther: Claramente na qualidade e na segurança. Estes não são aspectos nos quais se deva fazer concessões. Ceder aqui é algo que terá seu custo posteriormente, através de tempos de parada maiores, menor qualidade dos componentes ou riscos de segurança. A eficiência econômica sustentável advém de processos robustos e não de economias a curto prazo.

Uma pergunta final: Qual é o seu principal conselho para fabricantes de chapa de médio porte, que desejam investir hoje em dia?
Reuther: Pensem em termos de peças, não de máquinas. Qualquer pessoa que observe sua produção de forma holística, analise os custos ao longo do ciclo de vida e confie em tecnologia e assistência confiável ​​cria a base para uma produção preparada para o futuro.

Criado em 29-05-2026
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